Notícias — 23 agosto 2013

São Paulo - O Brasil começa a avançar no processo de desenvolvimento da vacina contra a dengue, com a permissão do teste em seres humanos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, neste mês de agosto, o Instituto Butantan a dar início à etapa de pesquisa clínica do imunobiológico. O Ministério da Saúde está investindo R$ 200 milhões no Instituto Butantan. Os recursos são para a vacina contra a dengue e para outros produtos biológicos.

A pesquisa deverá ser realizada com 300 voluntários e terá cinco anos de duração. A autorização é para a fase dois do estudo e tem como finalidade analisar a segurança e a resposta imunológica desenvolvida pelos participantes dos testes da vacina tetravalente. A vacina pretende prevenir a população contra quatro sorotipos da doença (1, 2, 3 e 4).

Os testes em humanos serão realizados em três centros de pesquisas clínicas em São Paulo: no Centro de Pesquisa Clínica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP);  no Instituto da Criança (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e no Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP).

O Instituto Butantan iniciou a pesquisa da nova vacina em 2006 e, para tal, contou com a construção de um laboratório piloto, bancos de células e de vírus dos quatro sorotipos da dengue. Se a vacina for aprovada em todas as etapas de pesquisa clínica poderá ser comercializada e distribuída à população. A perspectiva do governo brasileiro, em caso de sucesso em todas as etapas, é atender a demanda nacional e exportar a vacina.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, considera que a autorização para o início dos testes em humanos é um grande passo para o enfrentamento da doença. Ele ressaltou que a medida está alinhada aos esforços do governo para proteger a população contra a dengue. “O avanço da pesquisa de um laboratório público, no caso o Butantan, reforça o comprometimento do País com o combate à dengue, uma das prioridades para o Ministério da Saúde”, afirmou.  Além disso, o ministro ressaltou o caráter de vanguarda do imunobiológico que ainda não é produzido no mundo.

 

Fonte: Agência FAPEAM 

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