Campus — 09 abril 2013

Um estudo investiga a inclusão de estudantes com paralisia cerebral nas salas regulares da rede municipal de ensino de Manaus. De acordo com o levantamento, os professores afirmaram que desconhecem as diretrizes que norteiam o atendimento educacional especializado. Eles também informaram que possuem pouco embasamento sobre a deficiência em questão.

O projeto ‘Políticas inclusivas: a formação do professor do aluno com paralisia cerebral nos documentos oficiais da rede municipal de Manaus’ recebeu incentivo do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

Realizada em 2012, a pesquisa envolveu o estudante de Pedagogia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Samuel Vinente da Silva Junior. De acordo com o levantamento, em Manaus, há trinta salas que dispõem de recursos multifuncionais, distribuídas em sete zonas distritais. “Entre elas, há aproximadamente cinco escolas que atendem estudantes com paralisia cerebral”, disse Silva.

Conforme a pesquisa, os docentes afirmaram que desconhecem as diretrizes que norteiam o atendimento educacional especializado e possuem pouco embasamento sobre paralisia cerebral. Os resultados ainda apontam que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos países em desenvolvimento, de 10% a 15% da população possui algum tipo de deficiência. Desse percentual, 20% apresenta quadros de deficiência física. “A paralisia cerebral encontra-se nesse tipo de deficiência, definida como desordem no movimento e na postura, ocasionado por uma lesão ocorrida durante o período de maturação do cérebro”, explicou Silva.

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